Curso A Distância: No momento em que Realmente compensa

16 Mar 2019 22:02
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<h1>Sete Informa&ccedil;&otilde;es Para quem Vai Prestar Concurso Esse Ano</h1>

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<p>Rendeu mais que o esperado a conversa da semana passada, na qual arrolei palavras e express&otilde;es de uso exclusivo, ou quase, pela casa onde me montei. N&atilde;o menos escorubi&uacute;do, e identicamente n&atilde;o Candidatos &agrave; Prefeitura Possuem a inten&ccedil;&atilde;o de Convocar Concursos O Dia , &eacute; um substantivo de que o av&ocirc; materno do primo Ruy se valia para pedir que se estancasse uma corrente de vento: “Fecha essa sucarra!</p>

<p>”. Em Porto Animado, minha tia-av&oacute; Gilda dava significado espec&iacute;fico &agrave; express&atilde;o “lira” para adjetivar pessoa ou objeto de mau gosto: “Fulana &eacute; muito lira”, tange o primo Alvaro &agrave; guisa de exemplifica&ccedil;&atilde;o. Na minha fam&iacute;lia, como em tantas algumas, havia express&otilde;es portadoras de intrigantes deforma&ccedil;&otilde;es. Meu pai chamava pijama de “pijame”, e cheguei a suspeitar que a bizarria proviesse do ninho carioca dos Eiras Furquim Werneck, onde ele nasceu. No cl&atilde; paulista dos Sardenberg, a que pertence meu companheiro Izalco, a heran&ccedil;a da av&oacute; paterna incluiu termo produzido pela dona Leom&ecirc;nia pra nomear gente grosseira, sem classe, mal-educada: “retubef&aacute;”.</p>

<p>Mais pouco tempo atr&aacute;s, a fam&iacute;lia incorporou outra expressiva esquisitice, o “escapanu”, aplic&aacute;vel, com alguma coisa pr&oacute;ximo do desd&eacute;m, a um fulano cada: “Quem &eacute; esse escapanu? ”, querem saber os Sardenberg. Poeta que poucos j&aacute; puderam ler, o Izalco se encantou mais com a palavra do que com o sentido, e se pergunta se no “u” desfecho n&atilde;o haveria um laivo de idioma romeno.</p>

<p>De Mariana, Minas Gerais, o Danilo Gomes levou pra Bras&iacute;lia o termo “reculuta” - corruptela, explica, de “recruta”, jovem soldado cujo apetite vertiginoso inspirou o apelido de todo aquele, militar ou n&atilde;o, que d&ecirc; conta de um prat&atilde;o de comida. &Eacute; bem como de Mariana, informa o Danilo, certa forma - piedosa ou maligna? ”. P&oacute; De Guaran&aacute; &eacute; Bem Melhor do que O Ch&aacute;-verde Pra Evitar Doen&ccedil;as, Sabia? da express&atilde;o? Um tal Juanico, famoso pela cidade na mania de trancafiar-se.</p>

<p>Quanto ao carioca Antonio Carlos, que desfrutou de inf&acirc;ncia em Cachoeiro de Itapemirim, trouxe de l&aacute; o verbo “esburrar”, sacado, na maioria das vezes, pra discutir do leite fervente que transborda no fog&atilde;o. O transbordante saber de Antonio Carlos, de que este cronista vem sendo benefici&aacute;rio, &eacute; prova de que “esburrar” admite significado figurado. Vai Fazer O Enem? de linguagem criativa, talento que teria feito dela uma escritora, minha m&atilde;e entortava frases sem maior solenidade. Entendo o servi&ccedil;o que daria a um corretor ortogr&aacute;fico.</p>

<p>Em sua prosa, que infelizmente n&atilde;o baixou ao papel, “rebordosa” era “rebordose”, e o substantivo “tendep&aacute;” - disputa, rixa, desorganiza&ccedil;&atilde;o - ganhava involunt&aacute;rio acento afrancesado como “tandep&aacute;”. Era mestra, a dona Wanda, na forma&ccedil;&atilde;o de express&otilde;es. 27 Concursos P&uacute;blicos Pagam Sal&aacute;rios De At&eacute; R$ 24 Mil , bem como, a injetar sentido novo em voc&aacute;bulos agora dicionarizados. “Embondo”, que no Houaiss &eacute; “aquilo que dificulta, que embara&ccedil;a”, ou “estorvo, impedimento”, virava sin&ocirc;nimo de discuss&atilde;o mole pra enrolar o pr&oacute;ximo.</p>

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<li>Um Tipos de Organiza&ccedil;&atilde;o</li>

<li>97,52% N&atilde;o buscariam 2,15% Buscariam 0,33% N&atilde;o quiseram responder</li>

<li>Patricia Falou</li>

<li>cinquenta e um Re: Regi&otilde;es metropolitanas</li>

<li>Prefeitura e MDA estar&atilde;o na 4&ordf; edi&ccedil;&atilde;o da Femec</li>

</ul>

<p>Embondar era o que fazia eu, na tentativa de esclarecer meus recorrentes malfeitos, escolares ou n&atilde;o. Coisa vagabunda, de m&aacute; propriedade, ganhava de minha m&atilde;e o r&oacute;tulo “ribimba”. Nada a ver de perto - fui conferir - com o verbo “rebimbar”, como faz um sino em instante de excita&ccedil;&atilde;o. Pela fam&iacute;lia da mam&atilde;e, mineira a mais n&atilde;o poder, usava-se linguagem t&atilde;o el&iacute;ptica quanto enviesada, o que impunha ao interlocutor o trabalho de ler assim como - ou principlamente - os sil&ecirc;ncios.</p>

<p>Entre os Avelar Azeredo Coutinho da antiga forma&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se dizia que algu&eacute;m estava b&ecirc;bado ou de porre, e sim “na losna” - ainda que, desconfio, nem ao menos todos soubessem que a palavra designa poderosa beberagem alco&oacute;lica, o absinto. Tampouco se dizia que uma pessoa era homossexual. Naquela fortaleza da discri&ccedil;&atilde;o e da qualidade crist&atilde;, n&atilde;o convinha ceder nome aos bois - e menos ainda aos mam&iacute;feros ruminantes da fam&iacute;lia dos cerv&iacute;deos providos de cornos ramificados.</p>

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